segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Marketing do Entretenimento

Ana Claudia Blands Lopes*
claudiablands@hotmail.com


Entreter, segundo o Dicionário Aurélio, vem de entre +ter, e significa deter, fazer demorar para distrair, e também recrear-se, divertir-se. Uma maneira de ocupar certo período com algo que distrai e ajuda a passar o tempo divertindo.

A demanda de produtos e serviços de entretenimento esta associada a disponibilidade de tempo livre das pessoas, ou seja, ao período disponível depois do cumprimento das obrigações profissionais,  familiares, sociais e do tempo despendido com cuidados pessoais ou mesmo com a sobrevivência.

Em geral, as pessoas ocupam seu tempo livre com atividades voltadas ao prazer físico e sensorial (ouvir musica, saborear um vinho, comer em restaurantes), ao desenvolvimento pessoal (estudar, ler), ao descanso (dormir, assistir a TV), ao esporte (nadar, jogar tênis, jogar futebol), a socialização (visitar amigos), a religião ou espiritualidade), ou ainda, a diversão (dançar, brincar, jogar cartas), entre outras ocupações. Mas também é possível que as pessoas prefiram o ócio, ou seja, não fazer nada.

O tempo livre dedicado ao ócio não significa tempo inútil, mas aquele em que as pessoas podem ser criativas, podem repensar seus valores e metas, imaginar como resolver problemas e como inventar novas maneiras de se relacionar com o mundo.

Em nossa cultura, o lazer opõe-se ao trabalho. O tempo disponível para o lazer determinado pelo horário de trabalho, e a natureza do trabalho afeta a quantidade e o tipo de energia que sobram para o lazer.

O trabalho exerce influencia sobre o lazer já que este pode ser interpretado como compensatório, servindo para minimizar ou substituir as insatisfações vividas no trabalho. O lazer também pode ser interpretado como extensão do trabalho, quando ha similaridade entre algumas atividades que o individuo desenvolve tanto no trabalho quanto no lazer.

As pessoas, em geral, têm três maneiras de lidar com a relação trabalho-lazer: a primeira, priorizar o trabalho; a segunda, priorizar o lazer; e a ultima, equilibrar ambas eqüitativamente. As pessoas que priorizam o trabalho encontram nele, muitas vezes, um grau de satisfação que outras só encontram no lazer.

Uma das formas de ocupar o tempo livre e por meio da participação em atividades lúdicas, que proporcionam diversão e recreação. O conjunto dessas atividades e chamado de entretenimento e faz parte do consumo de experiências. O consumo de experiências e a busca de sensações e emoções intensas, prazerosas ou não, durante e apos a compra e o consumo de um produto ou a vivencia de um evento, como jogo de futebol ou show de musica.

Em geral, essas experiências são multissensoriais, baseadas em diversas fontes sensoriais como paladar, audição, olfato, visão e tato. As experiências multissensoriais provocam reações de natureza fisiológica (suor, frio, tontura, choro, riso, dor, etc.) e psicológica (sentimentos de alegria, paixão, raiva, angustia, tristeza, medo, etc.). Tais reações são pessoais e únicas, visto que cada individuo pode manifestar reações diferentes. Para que a experiência de consumo possa ser gratificante  e memorável, as pessoas precisam sentir-se envolvidas e estimuladas a participar, a interagir com os outros participantes e reagir aos estímulos oferecidos.

O entretenimento engloba dois aspectos: e ao mesmo tempo um setor relevante da economia, composto de organizações esportivas, culturais, de mídia e de turismo, e também uma vigorosa manifestação da cultura de um pais, na medida em que as praticas culturais e lúdicas são transmitidas, aprendidas e renovadas ao longo do tempo, a cada nova geração.

O ócio e o lazer são de extrema importância para o ser humano, pois promovem o bem estar psíquico, físico e social, recompondo suas energias, ampliando sua capacidade criativa, melhorando sua auto-estima e aumentando a satisfação pessoal.

Entretenimento esta ligado ao apaixonar-se, ao relacionar-se, ao viver novas possibilidades – assim, em cada frase, algumas vezes, quase poeticamente, mergulhamos nas mais diversas formas de viver a vida, e viver com emoção... Ainda mais, com atenção, passamos a compreender melhor o que esta por trás de cada marca, de cada produto de sucesso lançado – qual a estratégia, qual o target, qual a base do posicionamento escolhido.

Da gastronomia ao turismo, da internet a TV, do teatro a publicidade, do lazer ao sexo... são tantas as maneiras de trabalhar essa questão que o marketing do entretenimento assume diferentes denominações.

O marketing cultural, o esportivo, o de lazer, os patrocínios que envolvem a associação de imagem de marca, os musicais, a literatura, enfim, tudo se movimenta para antecipar as tendências que apontam para os benefícios de posicionamento, as vantagens para os usuários e as novas formas de comunicação com estratégias agressivas e modernas – como o disruptive, nova leitura do marketing e da construção de marcas fortes.

O marketing, assim, ocupa posição privilegiada. E por meio das ferramentas de comunicação – pesquisa de mercado, relações publicas, assessoria de imprensa, publicidade, promoção de vendas, distribuição, etc. – que nos e possibilitado dar nova roupagem a produtos que reforçam nossa cultura e nosso estilo de vida. E, só por isso, vale conhecer mais esse segmento.

Creio não haver limites para compreender, atender e surpreender com resultados que emocionam. E, nesse novo mercado, entregar o palpável não e mais suficiente. E preciso proporcionar momentos marcantes e positivos.  Talvez por esse motivo, o marketing de entretenimento tenha como base a capacidade de fazer com que tudo isso aconteça, continuamente e no melhor estilo, do inicio ao fim de cada processo.

Referências:
COBRA, Marcos. Marketing do Entretenimento, São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2008. 

*Ana Cláudia Blands é Gestora de Marketing e Eventos Turísticos

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