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Entreter,
segundo o Dicionário Aurélio, vem de entre +ter, e significa deter, fazer
demorar para distrair, e também recrear-se, divertir-se. Uma maneira de ocupar
certo período com algo que distrai e ajuda a passar o tempo divertindo.
A demanda de
produtos e serviços de entretenimento esta associada a disponibilidade de tempo
livre das pessoas, ou seja, ao período disponível depois do cumprimento das obrigações
profissionais, familiares, sociais e do
tempo despendido com cuidados pessoais ou mesmo com a sobrevivência.
Em geral, as
pessoas ocupam seu tempo livre com atividades voltadas ao prazer físico e
sensorial (ouvir musica, saborear um vinho, comer em restaurantes), ao
desenvolvimento pessoal (estudar, ler), ao descanso (dormir, assistir a TV), ao
esporte (nadar, jogar tênis, jogar futebol), a socialização (visitar amigos), a
religião ou espiritualidade), ou ainda, a diversão (dançar, brincar, jogar
cartas), entre outras ocupações. Mas também é possível que as pessoas prefiram o
ócio, ou seja, não fazer nada.
O tempo livre
dedicado ao ócio não significa tempo inútil, mas aquele em que as pessoas podem
ser criativas, podem repensar seus valores e metas, imaginar como resolver
problemas e como inventar novas maneiras de se relacionar com o mundo.
Em nossa
cultura, o lazer opõe-se ao trabalho. O tempo disponível para o lazer
determinado pelo horário de trabalho, e a natureza do trabalho afeta a
quantidade e o tipo de energia que sobram para o lazer.
O trabalho
exerce influencia sobre o lazer já que este pode ser interpretado como compensatório,
servindo para minimizar ou substituir as insatisfações vividas no trabalho. O
lazer também pode ser interpretado como extensão do trabalho, quando ha
similaridade entre algumas atividades que o individuo desenvolve tanto no
trabalho quanto no lazer.
As pessoas, em
geral, têm três maneiras de lidar com a relação trabalho-lazer: a primeira,
priorizar o trabalho; a segunda, priorizar o lazer; e a ultima, equilibrar
ambas eqüitativamente. As pessoas que priorizam o trabalho encontram nele,
muitas vezes, um grau de satisfação que outras só encontram no lazer.
Uma das formas
de ocupar o tempo livre e por meio da participação em atividades lúdicas, que proporcionam
diversão e recreação. O conjunto dessas atividades e chamado de entretenimento
e faz parte do consumo de experiências. O consumo de experiências e a busca de sensações
e emoções intensas, prazerosas ou não, durante e apos a compra e o consumo de
um produto ou a vivencia de um evento, como jogo de futebol ou show de musica.
Em geral, essas experiências
são multissensoriais, baseadas em diversas fontes sensoriais como paladar, audição,
olfato, visão e tato. As experiências multissensoriais provocam reações de
natureza fisiológica (suor, frio, tontura, choro, riso, dor, etc.) e psicológica
(sentimentos de alegria, paixão, raiva, angustia, tristeza, medo, etc.). Tais reações
são pessoais e únicas, visto que cada individuo pode manifestar reações
diferentes. Para que a experiência de consumo possa ser gratificante e memorável, as pessoas precisam sentir-se
envolvidas e estimuladas a participar, a interagir com os outros participantes
e reagir aos estímulos oferecidos.
O entretenimento
engloba dois aspectos: e ao mesmo tempo um setor relevante da economia,
composto de organizações esportivas, culturais, de mídia e de turismo, e também
uma vigorosa manifestação da cultura de um pais, na medida em que as praticas
culturais e lúdicas são transmitidas, aprendidas e renovadas ao longo do tempo,
a cada nova geração.
O ócio e o lazer
são de extrema importância para o ser humano, pois promovem o bem estar psíquico,
físico e social, recompondo suas energias, ampliando sua capacidade criativa,
melhorando sua auto-estima e aumentando a satisfação pessoal.
Entretenimento
esta ligado ao apaixonar-se, ao relacionar-se, ao viver novas possibilidades –
assim, em cada frase, algumas vezes, quase poeticamente, mergulhamos nas mais
diversas formas de viver a vida, e viver com emoção... Ainda mais, com atenção,
passamos a compreender melhor o que esta por trás de cada marca, de cada
produto de sucesso lançado – qual a estratégia, qual o target, qual a base do
posicionamento escolhido.
Da gastronomia
ao turismo, da internet a TV, do teatro a publicidade, do lazer ao sexo... são
tantas as maneiras de trabalhar essa questão que o marketing do entretenimento
assume diferentes denominações.
O marketing
cultural, o esportivo, o de lazer, os patrocínios que envolvem a associação de
imagem de marca, os musicais, a literatura, enfim, tudo se movimenta para
antecipar as tendências que apontam para os benefícios de posicionamento, as
vantagens para os usuários e as novas formas de comunicação com estratégias
agressivas e modernas – como o disruptive, nova leitura do marketing e da construção
de marcas fortes.
O marketing,
assim, ocupa posição privilegiada. E por meio das ferramentas de comunicação –
pesquisa de mercado, relações publicas, assessoria de imprensa, publicidade, promoção
de vendas, distribuição, etc. – que nos e possibilitado dar nova roupagem a
produtos que reforçam nossa cultura e nosso estilo de vida. E, só por isso,
vale conhecer mais esse segmento.
Creio não haver
limites para compreender, atender e surpreender com resultados que emocionam.
E, nesse novo mercado, entregar o palpável não e mais suficiente. E preciso
proporcionar momentos marcantes e positivos.
Talvez por esse motivo, o marketing de entretenimento tenha como base a
capacidade de fazer com que tudo isso aconteça, continuamente e no melhor
estilo, do inicio ao fim de cada processo.
Referências:
COBRA,
Marcos. Marketing do Entretenimento, São Paulo: Editora SENAC São Paulo,
2008.
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